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Arte Naïf
Crisaldo D'Assunção Morais
- 03/11/1932 -
Confira um dos
quadros.
Natural de Recife,
autodidata, iniciou na arte em 1960. Realizou exposições em Galerias e
Espaços Culturais do Brasil e do Exterior, entre elas: Galeria KLM - S.
Paulo, SP 1968; Galerie Antoinette - Paris, França, 1973/78: Zimmergalerie -
\ Dusseldori, Alemanha, 1974; Galeria Pro Arte Kasper - Morges, Suíça, 1976;
Garland White Residence - Oakland, EUA, 1978; Museu do Estado de PE,
1981/93; Galeria de Arte Jean-Jacques - R. de Janeiro, 1986/93; Museu de
Arte Contemporânea de PE, 1993. Participou de inúmeras coletivas em Museus e
Salões de vários países, destacando-se mais recentemente, I Mostra de Art
Näif Brasileira - Recife, PE, 1991; Mostra Internacional de Arte Ingênua e
Primitiva - SESC Piracicaba, S. Paulo; Coletivas de Natal - Galeria JaQues
Ardles, S. Paulo, e Galeria de Arte Jean Jacques, R. de Janeiro, 1992.
Premiações no I Festival de Pintura - Campinas; I Salão Anchieta de Arte
Jovem e VI Salão de Artes Plásticas do Embu - S. Paulo, 1969. Prix Pro-Arte
Peinture Nau - Morges, Suíça, 1978. Menção Honrosa, I Salão de Artes
Plásticas e Visuais - S. Paulo, SP, 1980. Citado em diversos dicionários,
enciclopédias e catálogos de Arte. Técnica: Óleo sobre Tela. Figurativo.
Rua Conde de Irajá, 283, Torre, Recife, PE. Fone 33227.1464. CEP 50710.310.
Elza Oliveira Souza -
Confira um dos
quadros.
Nasceu no Recife (PE), em
1928 e reside no Rio de Janeiro desde 1946. Elza foi bordadeira, estudou
teatro e canto lírico. Em 1962 abandonou a sua profissão de cabelereira para
se dedicar totalmente à pintura. Mencionada em várias publicações
especializadas, a sua arte é reconhecida no Brasil e no exterior, facilmente
identificada pelo lirismo com que retrata os anjos, os animais e
principalmente as noivas.
Ivonaldo Veloso de Melo -
Confira um dos
quadros.
Ivonaldo Veloso de Melo nasceu em Caruaru, Pernambuco, e iniciou sua
carreira artística em 1966. Em 1973 viajou para Europa, passando cinco anos
trabalhando e expondo em várias cidades européias como Amsterdam, Paris,
Colônia, Bruxelas e Trebnje.
Com obras em museus importantes e enfocado em numerosos dicionários e livros
sobre arte naif, o artista se destaca atualmente como um dos nomes
fundamentais do movimento da arte naif no Brasil.
Jairo Arcoverde -
Confira um dos
quadros.
"No meu trabalho, não
existe uma preocupação com escolas, vanguardas e regionalismos, que se valem
de uma temática alienada onde o que entra em jogo não é a qualidade inerente
ao quadro mas, fatores como modismo, identificação com o trivial,
sensualidade senil, maneirismo ultrapassado e outros fatores que diminuem a
arte e facilitam um mercado inescrupuloso e mal informado.
Em minha obra existe uma preocupação com a cor, forma e equil=ibrio onde o
tema fica em segundo plano e o desenho subordinado à cor (na pintura o
desenho deve simplesmente ser suporte).
Quando pinto, o meu dia a dia é transposto para o quadro de maneira
subjetiva e simbólica. A minha figuração é universal, não se detendo no
particular, que considero enquanto pintura pobre e mesquinha."
Olinda, 30 de maio de 1979
Depoimento do pintor
Alba Correia -
Confira um dos
quadros.
Alba do Nascimento Correia,
alagoana, começou suas atividades artísticas em Manaus com Giselda Ribeiro.
Em Maceió, freqüentou a escola Rosalvo Ribeiro com o professor Lourenço
Peixoto, grande talento alagoano. Em Aracaju, nos anos 70, recebeu
orientação do mestre Eurico Luiz.
Suas obras plenas de simplicidade e franqueza, além da ingenuidade e
espontaneidade que lhe são peculiares, caracterizam-na como uma artista de
estilo Naif. Com ele, abriu uma série de individuais começando em Aracaju na
Galeria Álvaro Santos até participações em grandes salões como XXV Salão de
Arte Moderna no Rio de Janeiro, I e II Salão de Arte Global de Pernambuco,
além de importantes coletivas, entre elas, duas participações com artistas
brasileiros no Peru.
Seus Jardins são muito admirados por poetas e pessoas sensíveis de um modo
geral, graças à singeleza e capacidade de transportar as pessoas para um
mundo de sonhos e paz.
Alba retrata em suas telas a natureza de um mundo de magia e encanto nos
levando para essa realidade tão desejada.
Atualmente, residente em Maceió, Alba divide seu tempo entre a pintura e a
lida com as flores naturais, sua eterna paixão, nas duas lojas de sua
Floricultura AneRose. Também o cultivo de folhagens e flores tropicais em
sua chácara à beira da lagoa Manguaba, são responsáveis pelo belo trabalho
que concretiza nos jardins que oferece em suas telas.
Sua dedicação às flores naturais levaram-na a completar sua formação pela
Escola de Arte Floral Ibero Americana de onde é diplomada.
Sobre a Arte Naïf
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O que é Arte Naïf, por Oscar D'Ambrosio - Link para o site ArtCanal
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Jorge Amado observou: "Sou daqueles que acham que a única
pintura (falo de pintura, não de gravura e desenho) brasileira que possui
caráter realmente nacional e se expressa numa forma decorrente de nossa
cultura mestiça é a pintura 'naif', ingênua, primitiva - cada um escolha a
designação que lhe pareça melhor."
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Anatole Jakovsky, escritor, crítico de arte, avaliou: "Os
pintores 'naifs' são os únicos pintores da Terra nos quais não se
encontram traços ou reminiscências de Van Gogh, de Cézanne e de Picasso."
Ele afirmou sobre a arte "naif": "A pintura mais direta, mais sincera e a
menos encravada pelas convenções."
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Lucien Finkelstein, fundador e presidente do Museu
Internacional de Arte Naif do Brasil (MIAN), comenta: "Muitos 'naifs'
brasileiros são reconhecidos no exterior, como Chico da Silva, que ganhou
o prêmio 'Menção Honrosa' de pintura, em 1966, na 33ª Bienal de Veneza, a
mais importante exposição mundial de arte contemporânea. O prêmio de Chico
da Silva é um feito único para a pintura brasileira de todos os tempos."
"O adjetivo francês 'naif' vem do latim 'nativus', que significa nascente,
natural, espontâneo, primitivo. Assim, pode ser substituído também por
ingênuo e primitivo, mas as três palavras devem ser tomadas ao pé da
letra. Todas têm origem no latim: ingênuo vem de 'ingenuus' (nascido
livre) e primitivo, de 'primitivus' (que pertence ao primeiro estado de
uma coisa). Essas três definições poderiam servir para caracterizar a
pintura 'naif', que é natural, livre e pura."
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