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Os cursos a distância têm o mesmo valor de um
curso presencial, a única diferença é a forma com que o curso é realizado,
mas a validade é a mesma. Os cursos superiores a distância oferecidos por
algumas universidades estão em conformidade com a legislação educacional
brasileira. Os diplomas conferidos aos alunos que concluem com aproveitamento os
cursos superiores a distância têm a mesma validade dos diplomas conferidos aos
alunos de cursos presenciais equivalentes.
Cursos técnicos ou profissionalizantes à
distância estão sendo oferecidos por várias instituições facilitando muito o
acesso aos que tem interesse em crescer sem muito tempo disponível para
freqüentar uma escola.
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Folha Online
30/08/2005 - 17h24
Diplomas de cursos a distância valerão como cursos regulares
Um decreto que regulamenta os cursos de educação à distância oferecidos
atualmente no país deverá ser encaminhado ainda nesta terça-feira à Casa
Civil, para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele determina que os cursos de ensino superior, educação profissional de nível
médio e educação básica tenham a mesma validade dos presenciais. Estão
incluídos, consequentemente, cursos de graduação, mestrado, doutorado,
especialização ou seqüenciais.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, contanto que sejam
"respeitadas as regras definidas no decreto", o diploma deve ter "validade
nacional".
Em todo o país, há cerca de 55 mil alunos de graduação matriculados em cursos
a distância. Haddad ressaltou que eles também estão submetidos às regas do
Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).
"O aluno pode ter que fazer o Enade [Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes], que é a prova do Sinaes", afirmou Haddad.
Segundo ele, "as instituições terão que se preocupar com o desempenho de seus
estudantes da mesma forma sob pena de, ministrando um curso de baixa
qualidade, terem sua nota rebaixada no sistema nacional de avaliação, o que
pode levar até ao descredenciamento da instituição".
Deficientes
Para o secretário de Educação à Distância do MEC (Ministério da Educação),
Ronaldo Mota, o decreto estimula a criação de mecanismo de atendimento e
incentivo a portadores de necessidades especiais.
"Estamos nos preparando para quando a TV digital for implantada no Brasil, que
é provável que seja no começo, ou em meados do ano que vem, para que ela tenha
um uso educacional muito forte. Para que isso que seja possível, desde já
temos que estar preparados para produzir programas compatíveis com a televisão
digital como instrumento de educação."
Está sendo estudado o desenvolvimento de programas destinados a deficientes
visuais e a portadores da síndrome de Down. "A educação à distância permite,
do ponto de vista educacional, afirmar que é absolutamente normal ser
diferente."
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