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Pintores do Brasil

Povoado no Brasil (1645) - Frans Post
o primeiro pintor a registrar a paisagem brasileira

POST (Frans), pintor holandês (Haarlem, 1612 - id., 1680). Chegou ao Brasil (1637), com Maurício de Nassau. De seus quadros sobre motivos brasileiros destacam-se Ilha de Itamaracá  (1637), Paisagem das vizinhanças de Pernambuco (1669), além de trinta e dois desenhos sobre locais brasileiros e africanos, reunidos no álbum Delineações arquetípicas das regiões do Brasil. Foi o primeiro grande artista a pintar paisagens brasileiras.

Fonte: Enciclopédia Koogan-Houaiss

 

Melão, Repolho e Outros Vegetais - Albert Eckhout

Pintor holandês trazido pelo príncipe Maurício de Nassau

"As informações sobre a vida e obra de Albert Eckhout são muito mais esparsas que a respeito de Frans Post, e permanece misteriosa a produção que o artista teria realizado antes e depois de sua estada no Brasil. Não se conhece nenhum quadro pré-brasileiro de Eckhout e discute-se a autoria dos que podem ser atribuídos a ele depois de voltar do Brasil. Encarregado por Maurício de Nassau de registrar a fauna, a flora e os tipos humanos (enquanto Frans Post era incumbido das paisagens e cenas de batalhas), Eckhout deve ter chegado ao Brasil no mesmo momento em que Nassau e Post, em 1637. Além de inúmeros estudos de plantas e animais, assim como naturezas-mortas com frutas tropicais, Eckhout realiza durante a sua estada no Nordeste uma série de oito quadros de grandes dimensões (c. 265 x 165 cm), que felizmente ainda se encontram conservados em conjunto no Museu Nacional da Dinamarca e formam um dos mais valiosos grupos de imagens com tema do Novo Mundo. É difícil não exagerar a importância desses quadros nos quais as três raças observadas por Eckhout no Brasil são representadas: o negro, o índio e o mestiço, com o requinte de diferenciar o tapuia do tupinambá e a mameluca do mestiço. Esses quadros entusiasmaram tanto Humboldt quanto Pedro II quando os descobriram em Copenhague no século XIX. Este último encomendou cópias de seis deles que se encontram hoje no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro".

Pedro Corrêa do Lago

LAGO, Pedro Corrêa do Lago. Albert Eckhout. In: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO. O olhar distante. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 110.

 Aldea de Cabocles a Canta-Gallo - Jean-Baptiste Debret, (1768-1848)

pintor francês que esteve no Brasil com a Missão Artística Francesa, nasceu em Paris, a 18 de abril de 1768 e faleceu na mesma cidade a 11 de junho de 1848.

Iniciou sua vida profissional em Paris, sob a influência de Jacques-Louis David. Integrando a Missão chefiada por Lebreton, ficou no Brasil entre 1816 e 1831, dedicando-se à pintura e ao magistério artístico.

Em suas telas retratou não apenas a paisagem, mas sobretudo a sociedade brasileira, não esquecendo de destacar a forte presença dos escravos. Foi iniciativa sua a realização da primeira exposição de arte no país, em 1829.

Fonte: Encarta-BR 2000.

 

Gaúcho Estancieiro - Johan Moritz Rugendas, (1802-1858),

pintor alemão de cenas brasileiras, nasceu em Augsburg, em 29 de março de 1802 e faleceu em Weilheim, em 29 de maio de 1858. Chegou ao Brasil, em 1821, na expedição do barão de Langsdorff, viajando pelo país a fim de coletar material para pinturas e desenhos. Visitou, também, outros países hispano-americanos com o mesmo objetivo. Sua temática era predominantemente paisagística e de representação de cenas do cotidiano. Escreveu o livro Viagem pitoresca ao Brasil.

Fonte: Encarta-BR 2000.

 

 

Thomas ENDER(1793-1875).

Especializou-se na pintura de paisagens, tendo sentido a influência dos antigos paisagistas austríacos, como Schütz e Ziegler. Em 1817 recebeu o primeiro prêmio de paisagem da Academia, datando desse momento a proteção que lhe concedeu o todo-poderoso Metternich. Graças a esse protetor, no mesmo ano embarcou a bordo do Áustria com destino ao Brasil, na comitiva da Arquiduquesa Leopoldina, filha do Imperador Francisco I e futura Imperatriz do Brasil.

A 14 de julho de 1817, com 23 anos, Ender chega ao Rio de Janeiro. Nos próximos dez meses retratou incansavelmente a paisagem, os tipos e os costumes do país, chegando a produzir cerca de 800 desenhos e aquarelas.

     A 1º de junho de 1818 retornou à Europa, onde deu prosseguimento à sua carreira. Assim, como pensionista da Academia viveu quatro anos na Itália, entre 1819 e 1822; em seguida, executou para Metternich uma série de doze vistas de Viena, e em 1826 passou quatro meses em Paris, ligando-se aos principais pintores da época na cidade.

     Voltando a Viena, tornou-se pintor privativo do Arquiduque Johann, irmão do Imperador Francisco I, executando para seu patrão as cerca de 800 cenas da Áustria em aquarelas. De 1836 a 1851 lecionou na Academia, falecendo aos 82 anos, rico e altamente considerado por seu compatriotas.

     Thomas Ender cultivou a pintura a óleo e a aquarela, destacando-se principalmente nessa última técnica. Como paisagista, trabalhou não apenas em sua terra natal e no Brasil, mas também na Turquia, na Grécia e em outras regiões.

      Obviamente, a parte de sua produção que nos importa de perto é aquela feita no Brasil, no Rio de Janeiro e São Paulo e nas imediações de ambas as cidades. São desenhos e aquarelas de extrema sensibilidade, vazados num traço elegante e ágil e manchados com extraordinária habilidade e leveza; feitas de um jato, guardam, tais aquarelas, toda a emoção da primeira impressão sentida ante o motivo pelo artista. Nelas, Ender se revela um dos maiores pintores que estiveram no Brasil em princípios do Séc. XIX, e dos mais notáveis artistas austríacos de sua época.

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
 

Violeiro, 1899 - José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899)

Nascido em Itu (SP) e falecido tragicamente em Piracicaba, no mesmo Estado. Demonstrando desde a mais tenra idade inclinações artísticas, teve no Padre Miguel Correa Pacheco seu primeiro incentivador, quando era sineiro da Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em sua cidade natal. Foi o padre quem obteve, numa coleta pública, o dinheiro suficiente para que o futuro artista, já então com cerca de 19 anos de idade, pudesse embarcar para o Rio de Janeiro, a fim de ali estudar...

De fins de 1876 até 1882 morou em Paris, efetuando, nesse último ano de sua permanência européia, breve excursão à Itália. Em Montmartre, onde residiu, teria pintado 16 telas com cenas do bairro famoso; tais pinturas, se de fato existiram, perderam-se de vez. Em compensação restam, do período francês, Arredores de Paris e Arredores do Louvre, e sobretudo as grandes composições com as quais participou dos Salons de 1880 (Derrubador Brasileiro e Remorso de Judas), 1881 (Fuga para o Egito) e 1882 (Descanso do Modelo), obras admiráveis da pintura realista de qualquer tempo ou lugar. É curioso observar que, no Derrubador Brasileiro, à falta de um. autêntico caboclo paulista, Almeida Júnior tomou como modelo um jovem italiano de nome Mariscalo...

...Tecnicamente, pode-se dividir sua carreira em duas fases, antes e depois de 1882. Na inicial a palheta é sóbria e o modelado de extrema simplicidade, com apelo a recursos de luminosidade que de longe evocam os pré-impressionistas e a uma fatura gorda, empastada; na segunda fase a palheta se aclara e enriquece de novos matizes, a pasta pictórica é utilizada com maior parcimônia, enquanto, tematicamente, o assunto brasileiro faz sua aparição, externado numa linguagem plástica das mais pessoais e mais bem articuladas surgidas entre nós.

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»

Enseada com Edificação e Barcos - João Batista Castagneto(1851-1900)

Filho de navegante, Castagneto chegou ao Brasil ainda menino, em 1875. Estudou na Escola Imperia de Belas-Artes do Rio de Janeiro, de 1882 a 1884, onde foi aluno de Jorge Grimm. Talvez por influência do fascínio do mar, seu ateliê era um barco que se deslocava pela baía da Guanabara, que ele fixou em vários de seus aspectos.

Colaborou com Zeferino da Costa na pintura de painéis para a Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

Fonte:
Museus Brasileiros, vol. 6, Edição Funarte, Rio, 1982

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