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Frevo


A palavra frevo

A palavra Frevo nasceu da linguagem simples do povo e vem de "ferver", que as pessoas pronunciavam "frever". Significava fervura, efervescência, agitação. Frevo é uma música genuinamente pernambucana do fim do seeculo XIX - acredita-se que sua origem vem das bandas de música, dobrados e polcas. Segundo alguns é a única composição popular no mundo onde a música nasce com a orquestração. Os passos da dança simbolizam uma mistura de danças de salão da Europa, incluindo passos de ballet e dos cossacos.
A dança originou-se dos antigos desfiles quando era preciso que alguns capoeiristas fossem à frente, para defender os músicos das multidões, dançando ao rítmo dos dobrados. Assim nascia o Passo. Os dobrados das bandas geraram o Frevo, que foi assim chamado pela primeira vez em 12/02/1908, no Jornal Pequeno.

Pode-se dizer que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, especialmente para o Carnaval. No decorrer do tempo a música ganhou um gingado inconfundível de passos soltos e acrobáticos. A década de trinta foi um marco para dividir o ritmo em Frevo-de-Rua, Frevo-Canção e Frevo-de-Bloco

Nos anos 30, com a popularização do ritmo pelas gravações em disco e sua transmissão pelos programas do rádio, convencionou-se dividir o frevo em FREVO-DE-RUA (quando puramente instrumental), FREVO-CANÇÃO, (este derivado da ária, tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos frevos de rua) e o FREVO-DE-BLOCO. Este último, executado por orquestra de madeiras e cordas (pau e cordas, como são popularmente conhecidas), é chamado pelos compositores mais tradicionais de marcha-de-bloco (Edgard Moraes, falecido em 1974), sendo característica dos "Blocos Carnavalescos Mistos" do Recife.


Frevos de blocos

 Sua origem está ligada a serenatas promovidas por rapazes animados. Sua orquestra é composta de Pau e Corda. Frevos-de-bloco famosos: Valores do passado, Evocação número um, Saudade, dentre outros.


Hino do Galo da Madrugada
(Professor José Mário Chaves)

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada (BIS)

A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saudando o Carnaval
Ei pessoal...

As donzelas estão dormindo
As flores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saldando o Carnaval
Ei pessoal...

O Galo também é de briga, as esporas afiadas
E a crista é coral
E o Galo da Madrugada, já está na rua
Saldando o Carnaval
Ei pessoal...

 

(Bráulio de Castro e Fátima Castro) 
 
O carnaval passou findou-se a folia 
Mas a saudade, em mim ficou, 
Ainda ouço os teus guizos de alegria 
Alegorias, de um grande amor 
Recolho trechos de canções e harmonia 
Costuro sonhos com os restos de cetim 
Relembro as luzes que brilhavam 
No teu rosto 
E o teu corpo junto a mim
Eu quero mais amar 
Eu quero mais cantar 
Eu quero mais, as ladeiras de Olinda 
Eu quero mais paixão 
Meu bloco que se fez canção 
Porque pra mim o carnaval não finda. 
(bis) 

 

 

(Edgard Moraes)
 
Bloco das flores, Andaluzas, Cartomantes 
Camponeses, Após Fum e o bloco Um dia Só 
Os Corações Futuristas, Bobos em Folia, 
Pirilampos de Tejipió 
A Flor da Magnólia 
Lira do Charmion, Sem Rival 
Jacarandá, a Madeira da Fé 
Crisântemos Se Tem Bote e 
Um Dia de Carnaval
Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé 
Os queridos Batutas da Boa Vista 
E os Turunas de São José 
Príncipe dos Príncipes brilhou 
Lira da Noite também vibrou 
E o Bloco da Saudade, 
Assim recorda tudo o que passou.

 

 

 
(Getúlio Cavalcanti)
Quem conheceu Sebastião 
De paletó na mão 
E aquele seu chapéu 
Por certo está comigo crendo 
Que ele está fazendo carnaval no céu 
Maracatu de Dona Santa 
Nunca mais encanta 
Ele já se foi 
Cadê o seu frevar dolente 
Seu andar descrente 
Seu Bumba-meu-boi
Ai!... Ai!... Adeus, adeus Emília 
Eu vou pra Brasília 
Ele Assim falou 
Meu carnaval vai ser bacana 
Com a Mariana ele comentou
Por fim chegou a Manuela 
Ele disse é ela 
Minha inspiração 
E assim cercado de carinho 
Disse adeus sozinho 
O Bom Sebastião

 

 

(José Menezes - Geraldo Costa) 
 
Na madrugada do terceiro dia 
Chega a tristeza e 
Vai embora a alegria 
Os foliões vão regressando 
E o nosso frevo, diz adeus a folia
A noite morre, o sol vem chegando 
E a tristeza vai aumentando 
A gente sente uma saudade sem igual 
Que só termina 
Com um novo carnaval

 

 

(Nelson Ferreira)
 
Felinto... Pedro Salgado... 
Guilherme...Fenelon... 
Cadê teus Blocos famosos? 
Bloco das Flores... Andaluzas... 
Pirilampos... Após Fum... 
Dos carnavais saudosos!
Na alta madrugada 
O coro entoava 
Do bloco a marcha-regresso 
Que era o sucesso 
Dos tempos ideais 
Do velho Raul Moraes
Adeus, adeus, minha gente 
Que já cantamos bastante... 
E Recife adormecida 
Ficava a sonhar 
Ao som da triste melodia...

 

 

(Nelson Ferreira)
 
O apito tocou, o acorde soou, 
A orquestra vai tocar a introdução... 
E em saudação a Chiquinha Gonzaga... 
Ô abre-alas que eu quero passar... 
Recife, neste carnaval 
Rende homenagem 
Ao sambista brasileiro BIS 
A Noel, Sinhô e Chico Alves, 
Aos ranchos e escolas do Rio de Janeiro 
Maior foi a geração 
De Lamartine, o grande campeão 
O corso na avenida 
Confetes a granel 
Batalhas lá em Vila Izabel!
Recife, cantando evocou 
Os seus heróis de antigos carnavais 
E vem exaltar toda a glória 
Dos cariocas, brasileiros imortais!

 

 

(Nelson Ferreira)
 
Cadê Mário Melo? 
Partiu para a eternidade, 
Deixando na sua cidade 
Um mundo de saudade sem igual! 
Foliões, a nossa reverência 
A sua grande ausência 
Do nosso carnaval...
De braços para o alto, 
Cabelos desgrenhados, 
Frevando sem parar 
Lá vem Mário!
Defendendo Vassourinhas, 
Pão Duro, Dona Santa, 
Dragões, Canidés, 
Lá vem Mário!
Com ele já se abraçaram, 
Felinto, Pedro Salgado, 
Guilherme e Fenelon... 
E no palanque 
Sem fim lá do espaço 
Lá está Mário a bater palmas 
Para o frevo e para o passo.

 

 

(João Santiago)
 
Eu quero entrar na folia, meu bem 
Você sabe lá o que é isso 
Batutas de São José, isso é 
Parece que tem feitiço 
Batutas tem atrações que, 
Ninguém pode resistir 
O frevo desses que faz, 
Demais a gente se distinguir
Deixe o frevo rolar 
Eu só quero saber 
Se você vai brincar 
Ah! meu bem sem você 
Não há carnaval 
Vamos cair no passo e a vida gozar

 

 

(Luiz de França - Boquinha)
 
Vem conhecer 
O que é harmonia 
Nesta canção 
O Inocentes apresenta 
Um lindo panorama de folião 
Nossos acordes 
Fazem a mocidade ter alegria 
E faz inveja a muita gente 
Em ver o Inocentes 
Como o rei da folia
Vem, meu bem 
Alegria que o frevo contém 
É a teu coração 
(Inocentes é campeão) 
Vem pegar no meu braço 
Vamos cair no passo sem alteração 

 

 

(Capiba)
 
Madeira do Rosarinho 
Vem a cidade sua fama mostrar 
E traz com seu pessoal 
Seu estandarte tão original
Não vem prá fazer barulho 
Vem só dizer, e com satisfação 
Queiram ou não queiram os juizes 
O nosso bloco é de fato campeão 
E se aquí estamos, 
Cantando esta canção 
Viemos defender 
A nossa tradição 
E dizer bem alto que a injustiça dói 
Nós somos Madeira, de lei, 
Que cupim não roi

 

 

(Edgar Moraes)
 
Em plena folia querida 
Rebeldes é o bloco 
Que não tem rival 
E vamos com a voz erguida 
Conquistar as glórias 
Deste carnaval 
Vem escutar 
Nossa linda canção 
Que às vezes nos faz chorar 
Em sentir do passado uma recordação 
Sou Rebeldes não temo a ninguém 
Quem quiser venha ver como é 
Que brincamos o carnaval 
Nossa turma cantando com fé 
Faz o passo animado meu bem 
Em Rebeldes Imperial

 

 

(Luiz Faustino)
 
As nossas praias tão lindas 
Que nos faz admirar 
Quando Banhistas vem 
Trazendo as morenas 
Prá tomar banho de mar 
Brincando sobre as areias 
Vem todos apreciar 
Olhando as ondas 
Que vão e que vem 
Para saudar 
Aquelas praias originais
Somos Banhistas do Pina 
Viemos lembrar ao povo gentil 
Vamos mostrar 
As lindas praias do meu Brasil.

 

 

(Nilzo Nery e Margareth Cavalcanti)
 
Evoluções 
Nas ruas sim 
Meu Bloco canta 
Canções sem fim
Tudo é amor 
Poesias mil 
Meu Bloco chora 
Voce partiu
E na lembrança 
Vem a saudade 
Do nosso amor 
Nossa amizade 
Da tua voz 
Do teu carinho 
E do teu banjo 
Teu cavaquinho
Canta Toinho! 
Canta com agente 
Teu Bloco está na rua 
Precisa estar contente
Canta Toinho! 
Toca o teu violão 
Trás a tua alegria 
Para a nossa canção

 

 

(Getúlio Cavalcanti)
 
Falam tanto que meu bloco está 
Dando adeus prá nunca mais sair 
E depois que ele desfilar 
Do seu povo vai se despedir 
No regresso de não mais voltar 
Suas pastoras vão pedir:
Não deixem não 
Que um bloco campeão 
Guarde no peito a dor de não cantar 
Um bloco a mais 
É um sonho que se faz 
Nos pastoris da vida singular 
É lindo ver, o dia amanhecer 
Com violões e pastorinhas mil 
Dizendo bem 
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil

 

 

(Nelson Ferreira - Aldemar Paiva)
 
Quem tem saudade 
Não está sozinho, 
Tem o carinho, da recordação... 
Por isso quando estou 
Mais isolado 
Estou bem acompanhado 
Com você no coração... 
Uma sorriso, uma frase, uma flor, 
Tudo é você na imaginação.. 
Serpentina ou confete... 
Carnaval de amor... 
Tudo é você no coração... 
Você existe 
Como um anjo de bondade 
E me acompanha 
Neste frevo de saudade 
Lá Lá Lá Lá... etc.

 

 

(Lourival Santa Clara) 
 
Me apaixonei por você 
Mas você gosta de alguém 
Vou procurar esquecer BIS 
Porque assim não me convém 
Ainda me lembro 
De um grande amor 
Que eu arranjei foi pelo carnaval 
Tinha uns olhinhos 
Assim como os seus 
Mas ao meu coração 
Eles fizeram mal
Por isso eu não quero 
A você declarar 
Porque meu amor 
Não chegou até o fim 
Pois amanhã não tem 
Mais carnaval 
E você com certeza 
Se esquece de mim

 

 

(Capiba)
 
O dia amanheceu azul 
Azul tão lindo que me fez sonhar 
Se eu fosse um poeta popular 
Cantava as belezas BIS 
Desse dia sem igual 
Mas como eu não tenho 
O dom do saber 
Melhor esse dia esquecer
Mas se madeira aparecer 
Eu não sei o que vai ser 
O que vou fazer então 
Eu, com Madeira vou cantar 
Vou prás ruas vou dançar 
Com a multidão

 
(Diná / Fernando / Rinaldo / Valdemar de Oliveira)
 
Antigamente 
Quando eu ouvia 
Vindo de longe 
A orquestra do meu bloco 
De braços dados com Maria BIS 
Cantava alegre 
Até o romper do dia
Meu Deus do Céu 
Meu Deus do Céu BIS 
Onde andará Maria?
Maria sorrindo 
O povo na rua 
Cantava, cantava, cantava 
Maria dançando 
O mundo que gira 
Parava, parava, parava
E em toda a cidade 
O que era tristeza 
Virava alegria BIS 
E eu era feliz 
Carregando em meus braços Maria 

 
(Getúlio Cavalcanti)
 
Nas ruas da minha cidade 
A felicidade chegou cantando 
Sonhos vão renascendo 
Sabendo que os blocos estão voltando 
Ai Lili, como eu gostei de ti 
Vejo em Aurora de Amor, 
Misto de paz e calor, 
Ilusões, te amo de verdade 
Ao entardecer, vou me perder 
No Bloco da Saudade Bis

 
(Edgard Moraes)
 
A dor de uma saudade 
Vive sempre em meu coração 
Ao relembrar alguém que partiu 
Deixando a recordação, nunca mais ... 
Hão de voltar os tempos 
Felizes que passei em outros carnavais 
Cantar! oh! cantar 
É um bem que do céu nos vem 
Se algumas vezes nos faz chorar 
Ante os revezes nos rir também 
Cantar! oh! cantar 
Com expressão de uma emoção 
Que nasce d'alma e vem dizer ao coração 
Que a vida é uma canção 

 
(Manoel Malta)
 
A vida é muito bela eu gosto dela 
Problemas já joguei pela janela 
Fiquei aquí tocando meu trombone 
Troquei meu tamborim pelo seu nome
No bloco do folguedo 
Encontrei minha Lily 
Tão Linda como nunca mais 
Jamais então eu vi
Lily, Lily, cadê você? 
Por onde andou, flauteava redondinha 
A vida inteira, inteirinha
Mas você, faz tanta falta 
Porque agora 
Nem sempre Lily toca Flauta.

 
(Romero Amorim e Maurício Cavalcanti) 
 
Meu Recife eu te lembro 
De Aurora à janela 
Debruçada tão bela - (bis) 
Sobre o Capibaribe 
O seu rio namorado 
E a sorrir flamboyants 
Em vermelhos rendados 
E se amando no espelho 
Sob o sol das manhãs (bis)
E nessa lembrança 
A vida era linda! 
E a gente ainda seria criança 
Eu Imperador, você Imperatriz! 
E na fantasia a gente sorria feliz (bis) 
Nessa Aurora de amor 
E o tempo passou 
E a gente cresceu 
E o sonho acabou 
E a gente se perdeu...
Mas quem sabe se agora neste carnaval 
Você Colombina e eu Pierrô 
A gente se encontra ainda 
Quem sabe num bloco de amor! (bis) 
Chamado saudade! 

 
(Maurício Cavalcanti e Marcelo Varela) 
 
Muito obrigado senhoras e senhores 
Adeus amores nós vamos regressar 
Missão cumprida agora é só lembrança 
E a certeza de um dia aqui voltar
Adeus, Aurora o teu amor fascina 
Toda cidade te acompanhou 
Agora resta a dor de ir embora 
Adeus Aurora, o carnaval findou (Bis) 

 
(Roberto Bozan)
 
Quem me chamou paraquedista 
Não pense que eu vou chorar 
A vida só é boa assim BIS 
Comp e, tu de lá 
E eu de cá
És muito jovem, prá comparar 
Este Madeira tradicional 
Agora chegou a minha vez 
De gargalhar, 
Quá! quá! quá! quá! 

 
(Cláudio Almeida e Humberto Vieira) 
 
Chegou o Bloco da Saudade 
Um mar 
Azul, branco e encarnado 
De vozes, brilho 
Todo iluminado 
Entoando "Valores do Passado" 
Mas nas ruas em que passa com alegria 
De um certo amigo 
O bloco não esquece 
Traz no rosto o carinho estampado 
Seu jeito manso sempre acontece
Moço, vem ver sua Diva 
Girando com Abre-alas na mão 
Na rua da Imperatriz 
Onde sempre quis 
Voce era feliz 
Lúcio, dos cabelos brancos 
Campos, de sonhos de luz 
Veja o seu bloco em saudade 
Sorrir na cidade 
Prá você cantar 
"Cantar , oh cantar..."

 
(Getúlio Cavalcanti) 
 
Sempre que o Bloco da Saudade sai 
Alegria vem, alegria vai 
Emiliano sabe comandar 
Com seu bombardino a nos acompanhar 
E o nosso bloco mais feliz ficou 
Foi Emiliano quem nos encantou 
Recife, amante convencida 
Teus pés, beijados pelo mar 
Não deixes a sós 
Teus velhos heróis, 
Cansados de te venerar
Olinda muito mais eterna 
Abriu seu velho coração 
Ao Bloco da Saudade que agora chegou 
Trazendo Emiliano, em seu cordão. 

 
(Cláudio Almeida e Humberto Vieira) 
 
Um dia o poeta sonhou 
Ver os blocos de novo 
Nas ruas cantando 
Em meio a tanta folia 
No Bloco da Saudade pensou: 
Quero alegria, 
Anjos, poesia, 
Muito mais blocos no carnaval
Quando Lily Toca Flauta 
Recife explode em Aurora de Amor 
E o Bloco das Ilusões vai passar 
Em Olinda Eu Quero Cantar 
As mais doces melodias 
Do Bloco EU QUERO MAIS.

 
(João Santiago)
 
Vou relembrar o passado 
Do meu carnaval de fervor 
Neste Recife afamado 
De blocos forjados 
Na luz e esplendor 
Na rua da Imperatriz 
Eu era muito feliz, 
Vendo os blocos desfilar 
Escuta Apolônio 
Que eu vou relembrar
Os Camponeses, Camelo e Pavão 
Bobos em Folia do Sebastião 
Também Flor da Lira 
Com seus violões 
Impressionavam 
Com suas canções.

 
(João Santiago)
 
Adeus, 
Chegou a hora de partir 
Adeus, 
É madrugada vamos recolher 
Agora é recordar amores 
E a tristeza esquecer 
A vida é amor, 
Sorriso esplendor 
Razão de todo bem querer
Se a saudade um dia chegar 
Nunca a tristeza irá encontrar 
Só alegria, encontra em mim 
A vida é folia, sem fim.

 
(Raul Moraes)
 
Adeus oh minha gente 
O bloco vai embora 
Sentindo que a alma chora 
E coração fremente 
Diz, Finou-se o carnaval 
Até para o ano adeus 
Guarda nossa saudade 
Que implorando aos céus 
Felicidade e paz 
Pra nossa alma Liberal
Essa canção saudosa 
É de fazer chorar 
E sempre a recordar 
Essa gente buliçosa 
De Regresso a Cantar.

 
(Bráulio de Castro)
 
O nosso regresso 
Não pode ser triste 
Porque nós sabemos 
Que tristeza aquí não resiste 
O ano que vem 
Iremos voltar 
Para mostrar a vocês 
Que este sonho bom 
Não se desfaz
Adeus orquestra 
Adeus pastoras 
Adeus foliões 
Adeus brincadeira 
EU QUERO MAIS está regressando 
Até para o ano 
Sete dias depois do Zé Pereira.

 

 

 No fim do século passado surgiram melodias bonitas como a marcha número um do Vassourinhas, atualmente convertida no hino oficial do carnaval recifense. É constituído por uma introdução forte de frevo, seguida de canção, concluindo novamente com frevo.

 

 

(Nilzo Nery)
 
Depois do Eu Acho é Pouco 
Vou sair no EU QUERO MAIS 
Eu quero mais 
Quero mais, quero mais 
Amigo(a) vamos nessa 
Eu não vou ficar atrás 
Eu quero mais, 
Quero mais, quero mais
A turma já esta cantando, 
O frevo esta aquecendo, 
A sopa está esquentando 
EU QUERO MAIS está fervendo. 
 

 
(Clóvis Vieira e Clidio Nigro)
 
Ao som dos clarins de Momo 
O povo aclama com todo ardor 
O Elefante exaltando 
A sua tradição 
E também o seu explendor 
Olinda esse meu canto 
Foi inspirado em seu louvor 
Entre confetes e serpentinas 
Venho lhe oferecer 
Com alegria o meu amor.
Olinda! 
Quero cantar 
A ti, esta canção 
Teus coqueirais 
O teu sol, o teu mar 
Faz vibrar meu coração 
De amor a sonhar 
Minha Olinda sem igual 
Salve o teu carnaval.

 
A turma da Pitombeira 
Na cachaça é a maior 
Se a turma não saisse 
Não havia carnaval 
Se a turma não saisse 
Não havia carnaval
Bate bate com doce 
Eu também quero 
Eu também quero 
Eu também quero 
(Bis)

 
 
Eu vou este ano à Lua 
Não é privilégio 
Foguete já tem 
Eu quero ver se o carnaval de rua 
Collin e Armstrong disseram que tem 
Eu quero ver se tem troça que escolha 
Como em Olinda que tem a Ceroula 
Mas se tiver para mim é legal 
Passarei lá na Lua todo o carnaval 
Mas se tiver para mim é legal 
Passarei lá na Lua todo o carnaval. 

 
(Wilson Wanderley e Clidio Nigro)
 
Vou formar a turma 
Prá tomar banho na beira do mar 
Vou ficar molhado 
Eu vou dar água pelo carnaval 
Vem padroeiro fiché 
Que eu acendi o painel 
Não mergulhei, mas me afoguei 
Um banho de maré tomei. 

 
(Antônio Maria)
 
Ô, ô, ô, ô saudade 
Saudade tão grande 
Saudade que eu sinto 
Do Clube das Pás do Vassouras 
Passistas traçando tesouras 
Nas ruas repletas de lá 
Batidas de bombos 
São maracatus retardados 
Chegando à cidade cançados 
Com seus estandartes no ar
Que adianta se o Recife está longe 
E a saudade é tão grande 
Que eu até me embaraço 
Parece que eu vejo 
Walfrido Cebola no passo 
Aroldo Fatia Colaço 
Recife está perto de mim.

 
(Antonio Maria)
 
Ai que saudade 
Vem do meu Recife 
Da minha gente que ficou por lá 
Quando eu pensava 
Chorava, falava 
Dizia Bobagem, marcava viagem 
Mas nem resolvia se ia 
Vou-me embora, vou-me embora 
Vou-me embora prá lá
Mas tem que ser depressa 
Tem que ser prá já 
Eu quero sem demora 
O que ficou por lá 
Vou ver a Rua Nova 
Imperatriz, Imperador 
Vou ver se for possível meu amor

 
(Capiba)
 
Sou do Recife 
Com orgulho e com saudade 
Sou do Recife 
Com vontade de chorar 
O rio passa levando barcaça 
Pro alto do mar 
Em mim não passa 
Essa vontade de chorar
Recife mandou me chamar 
Capiba e Zumba 
A essa hora onde é que estão 
Inês e Roza 
Em que reinado reinarão 
Ascenso me mande um cartão 
Rua Antiga da Harmonia 
Da Amizade, da Saudade e da União 
São lembranças noite e dia 
Nelson Ferreira 
Toca aquela introdução. 

 
 
Êta frevo bom danado 
Êta povo animado 
Quando o frevo 
Começa parece que o mundo 
Já vai acabar, hei! 
Quem cai no passo 
Não quer mais parar 
(bis)
Adeus meu bem eu vou 
No frevo me espalhar 
Não precisa ter cuidado 
Nem tão pouco me esperar 
Compre fiado 
Se o dinheiro não chegar 
Tome contaa dos meninos 
Quarta-feira vou voltar 

 
(Getúlio Cavalcanti)
 
Me dá, me dá 
O teu amor Maria 
Tem dó, tem dó 
Eu quero ser teu xodó 
(bis)
No teu balanço em vou 
Me balançar 
Na praça da preguiça 
Agente vai se espreguiçar 
E na subida da praça da Sé 
Agente cai no frevo 
A mais de mil tomando mé

 
(Capiba)
 
Quando a vida é boa 
Não precisa pressa 
Até quarta-feira 
A pisada é essa 
Prá que vida melhor 
Fale quem tiver boca 
Eu nunca vi coisa assim 
Oh que gente tão louca
Eu quero ver 
Carvão queimar 
Eu quero ver queimar carvão 
Eu quero ver daqui a pouco 
Pegar fogo no salão

 
(J. Michilles)
 
Tem mais que estar nessa 
Fazendo misura na ponta do pé 
Quando o frevo começa 
Ninguém me segura. 
Vem ver como é
O frevo madruga 
Lá em São José 
Depois em Olinda 
Na praça do Jacaré
Bom demais, bom demais 
Bom demais, bom demais 
Menina vem depressa 
Que esse frevo é bom demais
Bom demais, bom demais 
Bom demais, bom demais 
Menina vamos nessa 
Que esse frevo é bom demais.

 
 
É de fazer chorar 
Quando o dia amanhece 
Que eu vejo 
O frevo acabar 
Oh Quarta Feira ingrata 
Chega tão depressa 
Só pra contrariar
Quém é de fato 
Bom pernambucano 
Espera o ano 
Pra cair na brincadeira 
Esquece tudo 
Quando cai no frevo 
E no melhor da festa 
Chega a Quarta Feira.  

Frevo de rua

O frevo-de-rua é composto de uma introdução geralmente de 16 compassos seguindo-se da chamada "resposta", de igual número de compassos, que por sua vez antecede a segunda parte, que nem sempre é uma repetição da introdução. Divide-se o frevo-de-rua, segundo terminologia usada entre músicos e compositores, em frevo-de-abafo (chamado também frevo-de-encontro) onde predominam as notas longas tocadas pelos metais, com a finalidade de diminuir a sonoridade da orquestra do clube rival; frevo-coqueiro, uma variante do primeiro formado por notas curtas e agudas, andamento rápido, distanciando-se, pela altura, do pentagrama; o frevo-ventania é de uma linha melódica bem movimentada, na qual predominam as palhetas na execução das semicolcheias, ficando numa tonalidade intermediária entre o grave e o agudo; o terceiro tipo, no qual trabalham os novos compositores, é o chamado frevo-de-salão que é um misto dos três outros tipos e, como o nome está a dizer, é justamente como o frevo-ventania, executado única e exclusivamente nos salões, por explorar muito pouco os metais da orquestra, em favor da predominância das palhetas.

Para o musicólogo Guerra Peixe  , in Nova história da Música Popular Brasileira - Capiba, Nelson Ferreira (Rio, 1978), é "o frevo a mais importante expressão musical popular, por um simples fato: é a única música popular que não admite o compositor de orelha. Isto é, não basta saber bater numa caixa de fósforos ou solfejar para compor um frevo. Antes de mais nada o compositor de frevo tem de ser músico. Tem que entender de orquestração, principalmente. Pode até, não ser um orquestrador dos melhores, mas, ao compor, sabe o que cabe a cada seção instrumental de uma orquestra ou banda. Pode, inclusive, não ser perito em escrever pautas, mas, na hora de compor, ele sabe dizer ao técnico que escreverá a pauta, o que ele quer que cada instrumento faça e em que momento. Se ele não tiver esta capacidade musical não será um compositor de frevo".
 

Frevo do Capote

HINO OFICIAL DO CAPOTE DA MADRUGADA - Escute em Mp3
O Bloco Carnavalesco CAPOTE DA MADRUGADA é composto por Pernambucanos e
Piauienses, e é mantido pela Assoc. dos Pernambucanos e Amigos Piauienses na
Cidade de Teresina (Piauí).
O nosso site é: http://geocities.yahoo.com.br/capotedamadrugada


Compositores:
Fábio Nóbrega (Piauí)
Teófilo Lima (Piauí)
Mário Aragão (Pernambuco)
Romero Soriano (Pernambuco)

Interprete:
Teófilo Lima

Gravação:
Stúdio do Roraima em Teresina (PI)

LETRA:

Capote na Madrugada
Piauízando todo o País
Capote da Madrugada
Pernambucanamente Feliz

O Capote não dorme de noite, de dia, na madrugada
Sai pra namorar bicar as capotinhas
Diz que vai ciscar em toda Teresina
E que só termina quando o sol raiar

Capote na Madrugada
Piauízando todo o País
Capote da Madrugada
Pernambucanamente Feliz

O som do "P" do Pernambuco
Ë o mesmo som do "P" do Piauí
Capibaribe, Beberibe, Parnaíba e Poty
Se lá tem Pitomba e Jambo
Aqui tem Cajú e Pequi

Capote na Madrugada
Piauízando todo o País
Capote da Madrugada
Pernambucanamente Feliz

 

Fonte de informação:
Mário Aragão - Pres. da ASPEAPI - Assoc. dos Pernambucancos e Amigos
Piauienses e do Bloco Carnavalesco CAPOTE DA MADRUGADA

 

 

 

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 © Copyright  Conceição Magalhães                                      Última Atualização  16/07/2010