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1.A História Educativa em Arte que temos
2.Que História da Educação Escolar em Arte queremos fazer
Transcrição do
texto do livro "Metodologia do Ensino de Arte" . Maria Heloísa Ferraz e Maria F.
de Resendi e Fusari. Cortez,1993
Determinantes sócio-culturais
As
práticas educativas surgem de mobilizações sociais, pedagógicas, filosóficas, e,
no caso de arte, também artísticas e estéticas. Quando caracterizadas em seus
diferentes momentos históricos, ajudam a compreender melhor a questão do
processo educacional e sua relação com a própria vida.
No Brasil, por exemplo, foram importantes os
movimentos culturais na correlação entre arte e educação desde o século XIX.
Eventos culturais e artísticos, como a criação da Escola de Belas Artes no Rio
de Janeiro e a presença da Missão Francesa e de artistas europeus de renome,
definiram nesse século a formação de profissionais de arte ao nível
institucional. No século XX, a Semana de 22, a criação de universidades (anos
30), o surgimento das Bienais de São Paulo a partir de 1951, os movimentos
universitários ligados à cultura popular (anos 50/60), da contracultura (anos
70), a constituição da pós-graduação em ensino de arte e a mobilização
profissional (anos 80), entre outros, vêm acompanhando o ensino artístico desde
sua introdução até sua expansão por meio da educação formal e de outras
experiências (em museus, centros culturais, escolas de arte, conservatórios,
etc.).
Isto nos faz ver que as correlações dos
movimentos culturais com a arte e com a educação em arte não acontecem no vazio,
nem desenraizadas das práticas sociais vividas pela sociedade como um todo. As
mudanças que ocorrem são caracterizadas pela dinâmica social que interfere,
modificando ou conservando as práticas vigentes.
Dentre as mais relevantes interferências
sociais e culturais que marcam o ensino e aprendizagem artísticos brasileiros
podemos destacar:
-
os comprometimentos do ensino artístico
(desenho) visando a uma preparação para o trabalho (operários), originado no
século XIX durante o Brasil Imperial e presente no século XX;
-
os princípios do liberalismo (ênfase na
liberdade e aptidões individuais) e o positivismo (valorização do racionalismo
e exatidão científica), por um lado, e da experimentação psicológica, por
outro, influenciando na educação em arte, ao longo do século XX;
-
o caos, os conflitos, os tecnicismos e a
dependência cultural delineados no ensino de arte após a implantação da
Educação Artística nas escolas brasileiras na década de 70 (Lei de Diretrizes
e Bases 5692/71)
-
a retomada de movimentos de organização de
educadores (principalmente as associações de arte-educadores), desde o início
dos anos 80;
-
a discussão e a luta para inclusão da
obrigatoriedade de Arte na escola e redação da Nova Lei de Diretrizes e Base
da Educação Nacional, após a Constituição Brasileira de 1988;
-
a retomada das investigações e experiências
pedagógicas no campo da arte; sistematizações de cursos ao nível de
pós-graduação;
-
as novas concepções estéticas da arte
contemporânea modificando os horizontes artésticos e conseqüentemente a
docência em arte;
-
os debates sobre conceitos e metodologias do
ensino de arte realizados em caráter nacional e internacional, a partir dos
anos 80.
A preocupação com a educação em arte tem
mobilizado pesquisadores, professores, estetas e artistas, os quais vêm
procurando fundamentar e intervir nessas práticas educativas. No Brasil, desde o
final dos anos 80 têm-se divulgado inúmeros trabalhos desta ordem, tanto aqueles
elaborados aqui quanto os de outros países. São propostas que refletem atuações
em arte e são baseadas:
-
nas necessidades psicológicas
dos alunos ou em suas necessidades e problemas ambientais, comunitários e
sociais;
-
no ensino e aprendizagem
pensado a partir da própria da própria arte, como um sistema de conhecimento
do mundo; no conhecimento da arte advindo de fazer artístico e também da
apreciação e história da arte;
-
nas articulações dos atos
perceptivos e verbalizadores dos alunos como base da experiência estética;
-
nos alcances e limites
da interdisciplinaridade e entre os diversos métodos de ensinar a aprender os
conhecimentos em arte;
-
nas necessidades de mudanças
da formação do educador em arte, visando à melhoria da qualidade de
escolarização desde a infância.
A História que estamos
considerando, portanto, é aquela que está sendo desenvolvida por professores e
alunos em suas práticas e teorias pedagógicas. E, observando a história do
ensino artístico, percebemos o quanto nossas ações também estão demarcadas
pelas concepções de cada época. Para este estudo apresentaremos uma síntese
das tendências pedagógicas mais influentes no ensino de arte e sua relação com
a vida dos brasileiros.
Tendências Pedagógicas na
Educação em Arte
Com a criação da Academia
Imperial de Belas artes no Rio de Janeiro, em 1816, tivemos entre nós a
instalação oficial do ensino artístico, seguindo os modelos similares europeus;
nessa época, a maior parte das academias de arte da Europa procurava atender à
demanda de preparação e habilidades técnicas e gráficas, consideradas
fundamentais à expansão industrial. Aqui, como na Europa, o desenho era
considerado a base de todas as artes tornando-se matéria obrigatória nos anos
iniciais de estudo da Academia Imperial. No ensino primário o desenho tinha por
objetivo desenvolver também essas habilidades técnicas e o domínio da
racionalidade. Nas famílias mais. abastas as meninas permaneciam em suas casas,
onde eram preparadas com aulas de música e bordado, entre outras.
A "Pedagogia Tradicional" e
as aulas de Arte
Nas primeiras décadas do século XX o ensino de arte, no caso, desenho, continuou
a apresentar-se com este sentido utilitário de preparação técnica para o
trabalho. Na prática, o ensino de desenho nas escolas primárias e secundárias
fazia analogias com o trabalho , valorizando o traço, o contorno e a repetição
de modelos que vinham geralmente de fora do país; o desenho de ornatos, a cópia
e o desenho geométrico visavam à preparação do estudante para a vida
profissional- e para as atividades que se desenvolviam tanto em fábricas quanto
em serviços artesanais.
Os programas de desenho do natural, desenho decorativo e. desenho geométrico
eram centrados nas representações convencionais de imagens;. os conteúdos eram
bem discriminados, abrangendo noções de proporção, perspectiva, construções
geométricas; composição, esquemas de luz e sombra. Nas Escolas Normais os cursos
de desenho incluíam ainda o "desenho pedagógico", onde os alunos aprendiam
esquemas de construções gráficas para "ilustrar" aulas".
Do ponto de vista metodológico, os professores, seguindo essa "pedagogia
tradicional" (que permanece até hoje), encaminhavam os conteúdos através de
atividades que seriam fixadas pela repetição. e tinham por finalidade exercitar
a vista, a mão, a inteligência, a memorização, o gosto e o senso moral. O ensino
tradicional está interessado principalmente no produto do trabalho escolar e a
relação professor e aluno mostra-se bem mais autoritária. Além disso, os
conteúdos são considerados verdades absolutas.
A partir dos anos 50, além do Desenho, passaram a fazer parte do currículo
escolar as matérias Música, Canto Orfeônico e Trabalhos Manuais, que mantinham
de alguma forma o caráter e a metodologia do ensino artístico anterior. Ainda
nesse momento, o ensino e a aprendizagem de arte concentram-se apenas na
"transmissão" de conteúdo
reprodutivistas. desvinculando-se da realidade social
e das diferenças - individuais. O conhecimento continua centrado no professor,
que procura desenvolver em seus
alunos também habilidades" manuais e hábitos de precisão, organização e limpeza.
A "Pedagogia Nova" e as aulas de
Arte
A. "Pedagogia Nova", também conhecida por
Movimento da Escola Nova, tem suas origens na Europa e Esta~os Unidos (século
XIX),sendo que no Brasil vai surgir a partir de... 1930) e ser disseminada a
partir dos anos 50/60 com as escolas experimentais. Sua ênfase é a expressão,
como um dado subjetivo. e individual em todas as atividades, que passam dos
aspectos intelectuais para os afetivos. A preocupação com o método, com o aluno,
seus interesses, sua espontaneidade e o
processo do trabalho caracterizam uma pedagogia
essencialmente experimental, fundamentada na Psicologia e na Biologia.
Diferentes autores vêm marcando os trabalhos dos
professores de Arte, no século XX, no Brasil, firmando a tendência da "Pedagogia
Nova", Entre eles destacam-se John Dewey (a partir de 19(0) e Viktor Lowenfeld
(a partir de 1939), dos Estados Unidos, e Herbert Read (a partir de 1943), da
Inglaterra, Com a publicação de seu livro Educação pela Arte (traduzido
em vários países), Read contribuiu para a formação de um dos movimentos mais
significativos do ensino artístico. Influenciado por esse movimento no Brasil,
Augusto Rodrigues liderou a criação de uma "Escolinha de Arte", no Rio de
Janeiro (em 1948), estruturada nos moldes e princípios da "Educação Através da
Arte":
Estava muito preocupado em
liberar a criança através do desenho. da pintura. Comecei a ver que o problema
não era esse, era um problema muito maior. era ver a criança no seu aspecto
global, a criança e a relação professor-aluno, a observação do comportamento
delas. o estímulo e os meios para que elas pudessem, através das atividades,
terem um comportamento mais criativo. mais harmonioso.
As crianças vinham cada vez
mais, e as idades eram as mais diferentes. Felizmente, tínhamos duas coisas
muito positivas para um começo de experiência no campo de educação, através de
uma escola.A experiência era feita em campo aberto, e a diferença de idades
também foi outra coisa fundamental para que eu pudesse entender, um pouco, o
problema da criança e o da educação através da, arte. Deveríamos ter um
comportamento aberto, livre com a criança; uma relação em que a comunicação
existisse através do fazer e não do que pudéssemos dar como tarefa ou
ensinamento, mas através do fazer e do reconhecimento da importância do que era
feito pela criança e da observação
do que ela produzia. De estimulá-la a trabalhar sobre ela mesma, sobre o
resultado último, desviando-a, portanto, da competição e desmontando a idéia de
2 que ali estavam para ser artistas (Dimento de Augusto Rodrigues, 1980, p.34.
As palavras de Augusto Rodrigues podem sintetizar
as idéias da Escola Nova, que via o aluno como ser criativo, a quem se devia
oferecer todas as condições possíveis de axpressão artística, supondo-se que,
assim, ao "aprender fazendo". saberiam fazê-lo. também, cooperativamente, na
sociedade.
A "Pedagogia Tecnicista" e
as aulas de Arte
A
"Pedagogia Tecnicista", presente ainda hoje, teve suas origens partir da segunda
metade do século XX, no mundo, e a partir de 1%0/ 1970, no Brasil.
Na "Pedagogia Tecnicista", o
aluno e o professor ocupam uma posição secundária, porque, o elemento
principal é o sistema técnico de organização da aula e do curso: Orientados
por uma concepção mais mecanicista, os professores brasileiros entendiam seus
planejamentos e planos de aulas centrados apenas nos objetivos que eram
operacionalizados de forma minuciosa. paz parte ainda desse contexto tecnicista
o uso abundante de recursos tecnológicos e audiovisuais, sugerindo uma
"modernização" do ensino. Nas aulas de Arte, os professores enfatizam um "saber
construir": reduzido aos seus aspectos técnicos e ao uso de materiais
diversificados (sucatas, por exemplo), e um "saber exprimir-se" espontaneístico,
na maioria dos casos caracterizando poucos compromissos com o conhecimento de
linguagens artísticas. Devido à ausência de bases teóricas mais fundamentadas,
muitos valorizam propostas e atividades dos livros didáticos que, nos anos.70/80, estão em pleno auge
mercadológico, apesar de sua discutível qualidade enquanto recurso para o
aprimoramento dos conceitos de arte.
Que História da Educação Escolar em Arte queremos fazer
Ao lado
das tendências pedagógicas
tradicional, escolanovista e tecnicista, surge no Brasil, entre 1961/1964, um
importante trabalho desenvolvido por Paulo Freire, que repercutiu.
politicamente, pelo seu, método revolucionário de alfabetização de adultos.
Voltado para o diálogo educador-educando e visando à consciência crítica,
influencia principalmente movimentos populares e a educação não formal. Retomado
a partir de 1971, é considerado nos dias de hoje como uma "Pedagogia
Libertatdora", em uma perspectiva de consciência crítica da sociedade.
A
partir dos anos 80,
acreditando em ,um papel específico que a escola tem com relação a mudanças nas
ações sociais e culturais, educadores brasileiros mergulham em um esforço de
conceber e discutir práticas e teorias de educação escolar para essa realidade.
Conscientizam-se de como a escola se configura no presente, com vistas a
transformá-la rumo ao futuro. E nos convidam a discutir as ações e as idéias que
queremos modificar na educação em arte, como um desafio c compromisso com as
transformações na sociedade. !J
Começa a se "desenhar" um
redirecionamento pedagógico que incorpora qualidades das pedagogias tradicional,
nova, tecnicista e libertadora e pretende ser mais "realista e crítica. Suas
concepções podem ser sintetizadas nos seguintes aspectos:
(...) agir no interior da
escola é contribuir para transformar a própria sociedade. Cabe à escola difundir
os conteúdos vivos, concretos, indissoluvelmente ligados às realidades sociais.
Os métodos de ensino não partem de um saber espontâneo, mas de urna relação
direta com a experiência do aluno confrontada com o saber trazido de fora, ()
professor é mediador da relação pedagógica
- um
elemento insubstituível.
É pela presença do
professor que se torna possível urna "ruptura" entre a experiência pouco elaborada e dispersa dos alunos, rumo aos
conteúdos culturais universais, permanentemente reavaliados face as realidades
sociais (Cenafor, 1983, p. 30)
A educação
escolar deve assumir, através do ensino e da aprendizagem do conhecimento
acumulado pela humanidade, a responsabilidade de dar ao educando o instrumental
para que ele exerça uma cidadania mais consciente, crítica e participante.
Tem-se buscado elaborar, discutir e explicitar: então, uma "Pedagogia-Histórico-Crítica"
(Saviani, 1980), ou seja, uma prática e teoria da educação, escolar mais
realista, mais "Crítico-Social dos
Conteúdos" (Libâneo, 1985) sem deixar de considerar as
contribuições das outras perspectivas pedagógicas. Essa pedagogia escolar
procura propiciar a todos os estudantes o acesso e contato com os
conhecimentos culturais básicos e necessários para uma prática social viva e
transformadora.
Uma pedagogia
que leve em conta esses objetivos, no dizer de Dermeval Saviani, valorizará a
escola;
Não será indiferente ao que ocorre em seu
interior; estará empenhada em que a escola funcione bem; portanto, estará
interessada em métodos de ensino eficazes. Tais métodos se situarão para além
dos métodos tradicionais e novos, superando por incorporação as contribuições de
uns e de outros. Portanto, serão métodos que estimularão a atividade e
iniciativa doa alunos, sem abrir mão, porém, da iniciativa do professor;
favorecerão o diálogo dos alunos entre si e com o professor, mas sem deixar de
valorizar o diálogo com a cultura acumulada historicamente; levarão em conta os
interesses dos alunos, os ritmos de aprendizagem e o desenvolvimento
psicológico, mas sem perder de vista a sistematização lógica dos conhecimentos,
sua ordenação e gradação para efeitos do processo de transmissão-assimilação dos
conteúdos cognitivos.
Não se deve pensar, porém, que os métodos acima
indicados terão um caráter eclético, isto é, constituirão uma somatória dos
métodos tradicionais e novos. Não. Os métodos tradicionais assim como os novos
implicam uma autonomização da pedagogia em relação à sociedade. Os métodos que
preconizo mantêm continuamente presente a vinculação entre educação e sociedade.
Enquanto no primeiro caso professor e alunos são sempre considerados em termos
individuais, no segundo caso, professor e alunos são tomados como agentes
sociais (Saviani, 1980, pp. 60-61).
Libâneo
(1985) também contribui para este "desenhar" do novo redirecionamento
pedagógico, ressaltando a natureza do trabalho docente hoje, no qual "um saber,
um saber ser e um saber fazer pedagógico" devem "integrar os aspectos
material/formal do ensino e, ao mesmo tempo, articulá-los com os movimentos
concretos tendentes à transformação da sociedade".
Percebendo a
relevância de conhecer o processo histórico do ensino de arte e nele saber
interferir com consciência, Ana Mae Barbosa apresenta-nos importantes análises e
sínteses nessa área, em seus livros Arte-Educação no Brasil (1978),
Recorte e Colagem: Influências de John Dewey no Ensino da Arte no Brasil
(1982), Arte-Educação: Conflitos e Acertos (1984), História da
Arte-Educação (1986), O Ensino da Arte
e sua História (1990). Preocupada
com a democratização do conhecimento da arte (isto é, com a necessidade de
assumirmos o compromisso de ampliar o acesso da maioria da população aos
domínios estéticos e artísticos, por meio de uma educação de qualidade), Ana Mae
contribui com relatos e reflexões que podem conduzir nosso trabalho de
professores a posicionamentos mais
claros. Ela considera fundamental a recuperação histórica do ensino de arte para
que se possam perceber "as realidades pessoais e sociais, aqui e agora e
lidar criticamente com elas". Essas idéias aparecem nitidamente em todos os seus
livros, que nos convidam a discutir e encontrar formas de ação na atualidade.
Uma das ações
que está em processo, hoje, e que vem se afirmando por sua maior abrangência
cultural, refere-se a um posicionamento teórico-metodológico, conhecido entre
nós por "Metodologia Triangular". Esta proposta, difundida e orientada por Ana
Mae Barbosa, e que está sem dúvida interferindo qualitativamente no processo e
melhoria do ensino de arte, tem por base um trabalho pedagógico integrador de
três facetas do conhecimento em arte: o "faZer artístico", a "análise de obras
artísticas" e a "história da arte". Este trabalho vem sendo desenvolvido e
pesquisado, desde o início dos anos 90, em São Paulo, no Museu de Arte
Contemporânea da USP (MAC-USP) e no sul do país, pela Fundação lochpe e
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), dentre outras instituições de
ensino.
Acreditamos que a consciência e a interferência
sobre o processo educativo (e, neste caso, mais especificamente, de arte) é
fundamental para o professor, para os alunos de Magistério, enfim, para todos
que estão envolvidos com uma educação que se pretende transformadora. A
consciência histórica e a reflexão crítica sobre os conceitos, as idéias e as
ações educativas de nossa época possibilitam nossa contribuição efetiva na
construção de práticas e teorias de educação escolar em arte que atendam
às implicações individuais e sociais dos alunos, àS suas necessidades e
interesses, e, ao mesmo tempo, proporcionem o domínio de conhecimentos básicos.
da arte.
O compromisso com tal projeto educativo exige um
competente trabalho docente. No caso da ação educativa em arte com crianças, o
professor terá de entrelaçar a sua prática-teoria artística e estética a
consistentes propostas pedagógicas. Em síntese, é preciso saber arte e
saber ser professor de arte junto a crianças.
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