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Artigos enviados por
Cristina Jacó
autorizados ,por ela , para publicação
A evolução tecnológica da arte
Em linhas gerais a
atividade artística sofreu e continua sofrendo grandes influências
tecnológicas ao longo da história da humanidade. A arte está tão ligada aos
avanços tecnológicos quanto qualquer outra área do conhecimento humano. A
medida que novas formas de trabalho surgem, a atividade artística sofre uma
evolução considerável.
A
idade das cavernas
Os desenhistas e
pintores, do paleolítico não detinham mais que barro, tonalidades diferentes
de areia, musgo, ceras de plantas e uma ou outra tintura natural para
produzir seus desenhos em cavernas e rochas. Depois, com a idade da pedra
lascada (no período Neolítico), junta-se a esse universo de meios de
produção a sabedoria de criar pequenas peças, ferramentas de: raspar, cavar
e esculpir objetos.
Mais tarde, percebendo a
diferenciação entre os materiais naturais: “uns são duros e por isso devem
ser usados para furar e raspar os mais moles”, as madeiras passam a ser
percebidas e usadas segundo suas propriedades de rigidez, flexibilidade,
tonalidade e resistência. O mesmo ocorre com o carvão, o barro e as ligas de
metal. A partir daí a produção artística passa a ser feita em peças
monumentais e também pequenas esculturas que conseguiram chegar aos dias de
hoje, para nosso deleite.
A
descoberta da Escrita
Com o desenvolvimento da
expressão escrita, os artistas passaram a criar com textos. Os desenhos,
ilustrações, explicações e doutrinas se tornaram parte do universo de
produção de arte. Podemos ver isso nos pergaminhos egípcios, por exemplo.
Nas civilizações
egípcias, na Grécia antiga e na civilização romana, a evolução do pensamento
humano, passa a tratar as artes com maior refinamento, mais técnicas
produtivas foram empregadas nas construções. Nesse momento era comum o uso
de pinturas em porcelanas, desenho em papyrus, gravações em couro, tecelagem
com fibras tingidas, afrescos nas paredes, relevos e frisos arquitetônicos,
além da escultura em mármore típica da arte grega e romana. Na China, já se
empregava o uso do papel e da tinta nanquim com pincéis de bambu.
Os avanços do Renascimento
O movimento artístico e
científico dos sécs. XV e XVI, que valorizava os aspectos humanistas,
considerava o homem como medida para todas as coisas. Os avanços
tecnológicos dessa fase contribuíram muito para o aperfeiçoamento da
atividade artística. São originários desse momento histórico a técnica de
desenho de perspectiva linear, o uso da perspectiva aérea (que estuda a
interferência das massas de ar a longas distâncias), a pintura a óleo e o
uso da tela como suporte para pintura.
A
impressa (Guttemberg 1465)
Grande avanço aconteceu
quando o artista pode criar suas peças e reproduzi-las em escala, para uma
audiência muito maior. Aliada a esse avanço outras práticas artísticas, como
a litografia, a xilogravura, a serigrafia, a tipografia móvel e o
aperfeiçoamento do livro contribuíram para o surgimento de muitos outros
meios de produção artística, por exemplo: as técnicas de gravura em metal, a
reprodução em off-set, as atividades profissionais de: ilustrador, capista,
cartazista, tipógrafo, impressor e hoje o designer gráfico.
É incrível imaginar como
os cartazes e obras de comunicação de massa, poderiam ser feitos se não
houvesse o poder de reprodutibilidade da imprensa. Acredito que não seja
possível se falar em audiência de massa, por conta de não ser possível até
então, produzir uma peça de comunicação em escala industrial. Um cartão, por
exemplo, pintado por um artista em 1400, antes do advento da imprensa, não
alcançaria um público muito grande, visto que seu artista teria que fazer a
mesma peça manualmente várias vezes, se desejasse disseminá-la para um
número maior de pessoas. Toulouse Lautrec, grande cartazista em litogravura
em 1XX, não conseguiria uma tiragem maior que trinta unidades, ou mesmo
quinze unidades do mesmo cartaz impresso um a um, caso não empregasse as
técnicas de reprodução da imagem que já estavam a seu alcance.
Foi com as possibilidades
da imprensa que as artes se expandiram e puderam ser vistas, lidas e
apreciadas. Chegando ao conhecimento de populações menos esclarecidas em
várias partes do mundo. Por isso grandes artistas, como William Turner, com
ampla visão comercial, faziam questão de conseguir reproduzir seus desenhos
em anuários e com isso conquistar públicos que não podiam chegar até suas
pinturas, expostas em uma galeria de Londres.
Também, por causa do
surgimento dessas tecnologias: a escrita, a imprensa, o livro e tantas
outras, iniciou-se um processo de cisão no universo artístico. Passou-se a
falar de Arte, com “A” maiúsculo, e “artes aplicadas” (como se fossem menos
dignas). Uma diferenciação teórica, técnica e conceitual da atividade de
criação. Enquanto um artista: desenhista, pintor, aquarelista ou escultor
não poderia jamais, manualmente, reproduzir sua obra para atender a uma
clientela maior, os artistas das artes aplicadas comerciais podiam executar
trabalhos para um público significativo. Mas o maior de todos os embates
teóricos sobres essas duas vertentes da prática artística fica a cargo do
tipo de mensagem a ser passado por essas obras. Ao que parece um artista
tradicional tem mais a comunicar do que um artista comercial (o que é
questionável). E a reprodução de peças de arte fez com que uma cópia tivesse
preço muito menor que a obra única e original. Esses questionamentos vêm há
anos perturbando e colocando legiões inteiras de artistas frente a frente.
Uns se considerando mais importantes do que os outros.
A
fotografia (Niepce 1822)
Até surgir mais um grande
invento moderno: a fotografia. Essa não só mudou os rumos da arte como
contribuiu ainda mais para acalorar as discussões filosóficas no meio
artístico. Quando a máquina fotográfica surgiu e a fotografia passou a ser
usada com mais eficiência, em substituição aos retratos pintados a óleo, a
arte sofreu duros questionamentos. “Porque fazer uma pintura de retrato se
uma máquina em muito menos tempo poderia substituir o trabalho do pintor?”
Por um tempo alguns teóricos chegaram a decretar a morte da pintura. Até
grandes gênios artísticos se posicionarem brilhantemente noutro sentido.
“Nós não vamos disputar com a perfeição da máquina” na verdade ela fazer
esse trabalho de reprodução fiel da realidade, tão perfeito e tão rápido,
nos liberta para procurar outras formas de expressão que vão além da
máquina. E assim surgiram escolas como: o Impressionismo, o Expressionismo,
o Futurismo, e tantas outras correntes artísticas que elevaram o trabalho
artístico além das potencialidades da máquina. Assim, todas as tecnologias,
embora se influenciassem, puderam e podem coexistir até hoje.
A
informática
Mais uma vez, ao longo da
história artística da humanidade, a máquina vem facilitar o trabalho e criar
mais opções técnicas de produção. A utilidade do computador para criar arte
é inqüestionável, ele passa a fazer parte da paleta do artista, assim como
são os seus: pincéis, tintas, papéis, telas e lápis. Antes de usar o
computador para criar, se um artista errasse, teria que refazer todo o
trabalho, perdendo tempo e desperdiçando material artístico caro. Desenhando
no computador basta desfazer um ou mais passos teclando alguns atalhos.
A
Internet
Em extensão ao que a
imprensa provocou, a Internet eleva a disseminação das publicações impressas
consideravelmente. Esse novo meio de comunicação influencia e distancia
gerações, há aqueles que são adeptos das tecnologias de informação e
comunicação e há aqueles, que mesmo tendo nascido em meio à era do
conhecimento, se mantém à parte desse universo.
O computador munido de
softwares gráficos e as fontes de informação existentes na Internet
contribuem para uma forma de criar arte sem grandes gastos materiais (e
supostamente sem perdas, a não ser de tempo), pois o que se cria no
computador e publica na Internet é arte não tátil (não é possível pegar, não
tem cheiro e o artista não se suja de tinta). O universo digital transformou
o atelier em um estúdio limpo, abrindo um mundo paralelo, rico de
experiências e infinitamente poderoso para os trabalhos artísticos. Um
universo ilimitado e de descobertas extraordinárias.
E
o que aconteceu com as artes ao longo de todas essas transformações
tecnológicas?
É visível a influência e
a troca produtiva entre a Arte e a Tecnologia. A cada advento tecnológico as
atividades artísticas se adaptaram, se modificaram e até surgiram novas
atividades ligadas às artes e que fazem uso dessas tecnologias, como:
designers gráficos, fotógrafos, webdesigners e tantos outros tipos de
profissões artísticas. Mas uma coisa parece ser constante ao longo de todo
esse fervilhar de novas propostas produtivas: a mensagem. Ainda que surjam
muito mais opções materiais de se criar arte, a mensagem a ser transmitida
ainda é de responsabilidade do artista, e a ele cabe saber o que dizer e
como dizer. Por isso se enriquecer culturalmente para ter o que falar com
seu lápis, ou com seu Photoshop, Corel, etc.; seja para o seu blog ou para
uma agência, é de fundamental importância.
Hoje, para todos nós
artistas, sejamos tradicionais: pintores, desenhistas, escultores; ou
digitais: fotógrafos, designers, webdesigners, animadores, etc. o importante
é o conteúdo e não apenas o primor técnico. Pois a técnica evolui, novos
processos produtivos surgem, novos softwares são inventados, pipocam novas
versões a cada ano, mas isso tudo se aprende e se adapta para o uso das
artes.
A técnica de hoje pode
não ser mais a técnica em voga amanhã, por isso é preciso ir além das
limitações materiais para ser um verdadeiro artista. É preciso mais do que
nunca se alimentar com conhecimento e experiências enriquecedoras, porque as
técnicas embora sejam de grande utilidade, não são as mesmas sempre. E a
sabedoria adquirida com a prática de uma técnica produtiva, o desenho ou a
pintura por exemplo, gera grandes resultados ao se migrar para um modo de
fazer arte digital. Tudo isso é conhecimento adquirido, é preciso saber um
pouco de cada técnica e se manter alimentando de novos saberes.
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As etapas do aprendizado de
artes
Seguir um caminho artístico demanda o cumprimento de
algumas etapas. E mesmo que muitos arte-educadores da atualidade tentem
tratar o assunto sem grandes apegos a métodos e didáticas, respeitando uma
linha de pensamento contemporânea, para não inibir ou coagir a
expressividade do aluno. Deixando-o livre do academicismo e do excesso de
regras. É importante levar o estudante a um amadurecimento crescente de seu
aprendizado, dentro de uma certa ordem de apresentação de conteúdos.
Principalmente para que ele possa construir um conhecimento sólido e
tranqüilo, ao longo de suas produções artísticas, que ao final resulte em
algo consciente, maduro e prazeroso.
Neste sentido acredito que o aprendizado de artes é muito
parecido com o aprendizado da escrita e da leitura. Quando crianças, ao
sermos alfabetizados, começamos reconhecendo as vogais, depois as
consoantes, aos poucos vamos formando sílabas simples, depois aprendemos a
soletrar palavras, escrevê-las repetidas vezes, e passamos a lê-las em
vários locais, até nos familiarizar. Com o passar dos anos vamos aumentando
gradativamente nosso vocabulário e acelerando a nossa velocidade de leitura,
bem como melhorando nossa forma de lidar com os aspectos analíticos e
sintáticos da linguagem escrita. Na vida adulta, se passarmos corretamente
pelo processo pedagógico da escola (e se a nossa escola cumprir com o seu
papel) devemos ser capazes de ler qualquer coisa em nosso idioma, de
escrever o que desejarmos, de interpretar os mais diferentes textos e nos
expressar verbalmente sem grandes dificuldades.
Na arte não deve ser diferente. Há um caminho gradativo no
aprendizado. Mas os elementos dessa linguagem não se mostram para nós com
tanta clareza e definição quanto os elementos da escrita, o que dificulta um
pouco mais a nossa capacidade de nos expressarmos com eficiência através da
arte. Outro grande fator complicador do processo de aprendizado em arte é a
falta de coerência entre as atividades propostas pelos professores aos
alunos. Sem planejamento, com o objetivo de meramente cumprir metas
curriculares, sem a devida: introdução, meio e fim; é impossível haver
consistência no ensino de arte. E por mais triste que pareça, as escolas
tradicionais e, a grande maioria das academias de arte de nível superior
(além dos atelieres caseiros, centros artísticos e afins) não conseguem
fazer cumprir estas etapas. E o aluno sai, de maneira geral, “visualmente
analfabeto” após anos de cursos de desenho ou pintura. Mas o que esperar de
professores que não sabem desenhar sendo obrigados a ensinar desenho? Seria
o mesmo que esperar que um analfabeto ensine alguém a escrever!
É notável que existe, em vários idiomas e ao longo de
séculos de história da arte, inúmeros estudos e métodos eficientes para
aprender a produzir arte. E talvez por essa vastidão de conhecimento seja
tão difícil organizar, compreender e tratar o assunto com clareza. Da mesma
forma que as escolas literárias “brigam” entre si, defendendo cada uma o seu
estilo, as escolas artísticas (das artes visuais) entram em conflito por
várias vezes ao longo da história. Mas a atualidade, esse nosso mundo de
agora, nos permite conviver tanto com o novo quanto com o velho e isso, em
vez de facilitar e aumentar a tolerância, ainda é outra complicação.
Como fazer para corrigir
este problema e tornar nossa formação artística qualitativa?
Enfim, de maneira generalizada, podemos compreender que
tanto na moda, como na literatura ou na produção artística, tudo pode
coexistir. E é isso que torna os tempos atuais tão ecléticos e desafiadores,
todos podemos disputar nosso lugar ao sol e a compreensão do papel artístico
na sociedade nos ajuda a ampliar nossa percepção e o sentimento de pertencer
à atualidade.
E para realizar uma produção artística nesse mundo de hoje
devemos estar abertos para nos instruir seriamente sobre os aspectos
técnicos e funcionais da produção artística, para saber como fazer as coisas
corretamente, e também nos alimentar de cultura, que nos enriquece e dá
fruto a novas idéias. Por isso diria que o aprendizado de artes deveria
cumprir obrigatoriamente as seguintes etapas:
1 – aprender as técnicas
de produção tradicionais;
2 – aprender as técnicas
de produção digitais;
3 – saber história da
arte e da humanidade;
4 – fazer a
contextualização da cultura atual;
5 – aprender práticas
comerciais;
6 – buscar e descobrir o
posicionamento pessoal do artista.
Esses são, em síntese, os eixos centrais que formam as
etapas de amadurecimento em arte. Em primeiro lugar ao aluno deve ser
apresentado ao linguajar das técnicas consagradas, como: linha, plano, luz e
sombra, perspectiva, etc. Para que ele se alimente de recursos usando
materiais tradicionais (lápis, papel, pincéis, tintas...) e se torne capaz
de extrair desses materiais suas formas de comunicação visual. Ao mesmo
tempo, ou logo em seguida, deve-se despertar as possibilidades de criação de
sua arte usando recursos digitais: câmeras fotográficas, filmadoras,
computador, softwares, equipamentos periféricos atuais. Ainda, para
aprimorar seu senso crítico, conhecer outras possibilidades visuais e
rechear seus estudos com cultura e novos vocabulários; faz-se necessário o
ensino de história da arte, mas também história da humanidade. E em paralelo
ao estudo do passado, devemos estudar o presente, compreender as
manifestações culturais de hoje, saber o que o homem faz hoje no universo da
arte como um todo. Sem deixar de lado a real importância das práticas
comerciais, afinal a arte não deve existir alienada das necessidades
humanas, uma obra de arte, deve ser compreendida também como um objeto (ou
peça) que permita troca, intercâmbio, venda, comercialização, precificação,
comunicação e marketing. Por fim, ao estudante de arte deveria ser passado o
saber se expressar, se libertar e decidir se posicionar nesse mundo. E ao
educador cabe o papel de incentivar a prática, promover o reconhecimento
teórico concomitante à exposição de todas as opções possíveis e utilizáveis
para a produção. E tendo aprendido todos esses conhecimentos, o aluno deve
lapidar sua consciência artística ativamente, conforme suas exigências. Para
que ele se enxergue nesse emaranhado de saberes e reconheça suas escolhas e
a sua importância nesse universo, produzindo arte de qualidade.
A arte deveria ser mais uma fonte de saber e libertação. E
o ensino de arte deveria ser capaz de fornecer ferramentas fabulosas para
todos os interessados conseguirem produzir o que sonham e desejam, com suas
próprias mãos (ou recursos) e em seu próprio tempo.
É assim que uma educação em arte deveria ser. E esta é a
grande proposta do desenhotudo.com.
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Como o MEC compreende a
formação em design
Sabemos que no Brasil o órgão máximo que regulamenta a
educação e conseqüentemente, afeta as práticas profissionais dos estudantes
universitários, em tempo de formação, é o MEC – Ministério da Educação e
Cultura. Fazendo uma consulta na sua base de dados, estudando suas
resoluções, portarias e a própria LDB – Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Brasileira, encontramos alguns achados esclarecedores, que
explicam, de certa forma o que vem acontecendo no Brasil nessas profissões
do setor de design.
Sabemos que o mercado de design abrange inúmeras
nomenclaturas e atividades, por exemplo: webdesign, design de interiores,
design gráfico, design industrial ou design de produto, design de
embalagens, design editorial, design automobilístico, design de moda, etc.
Cada uma dessas áreas abrangem práticas profissionais específicas e até, de
certo modo, completamente diferentes umas das outras. Enquanto para um
designer gráfico, por exemplo, é importante a comunicação criativa acima de
tudo (afinal papel aceita tudo), para um designer industrial é muito
importante atender à indústria e seus meios de produção, considerando
questões de custos e reprodutibilidade do produto, assim a criatividade
louca e desenfreada acaba a segundo plano. Afinal, se criativamente uma
cadeira acolchoada com pregos é inusitada e irreverente, do ponto de vista
do produto, não é útil e muito menos vendável, portanto não deve ser
industrializada, pois se cadeiras servem para sentar, quem vai passar horas
sobre pontas de pregos?
Muitas dessas questões fazem com que cada ramo do design
siga por caminhos diferentes, com pontos de vistas diversos e até
conflitantes. E o MEC, como vê isso? Quanto ele determina essas
especificidades das profissões de design? O que ele assumiu ser o perfil do
profissional de design, quais as habilidades que ele deve desenvolver em um
curso universitário e que garantias os estudantes têm sobre a qualidade da
sua formação?
A graduação em design é oferecida com um
currículo de duração de dois a quatro anos, recebendo um título de tecnólogo
(para cursos de dois anos) ou de bacharel, que devem obrigatoriamente
completar quatro anos de curso universitário. Para mais esclarecimentos e
saber como a educação no Brasil está organizada consulte o site do
INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, sobre
a responsabilidade do MEC – Ministério da Educação e Cultura,
através do endereço: http://www.educacaosuperior.inep.gov.br. Os órgãos
brasileiros competentes se encarregam de manter atualizadas as informações
sobre a situação da educação superior, publicando, na base de dados do INEP,
os cursos e as instituições com cursos aprovados, reconhecidos e
recomendados pelo próprio MEC.
A partir de 2002 o MEC iniciou um processo de
reavaliação e revisão das diretrizes curriculares dos cursos
de graduação de nível superior, entre eles os cursos de design. Para o
governo brasileiro o estudo de ramos específicos do design, como mencionados
acima, deve obedecer ao estabelecido nas diretrizes curriculares gerais,
determinadas para a área de design como um todo, portanto não há uma grade
curricular específica para designers de Internet, ou designers de produtos.
Suas diretrizes gerais determinam um nível mínimo de qualidade para esses
cursos, sobre a pena de não ser reconhecido e não possuir seu diploma
validado pelo órgão máximo da educação no Brasil.
De acordo com a Resolução CNE/CES nº 5, de 8 de
março de 2004, que aprova as “Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de
Graduação em Design”, e dá outras providências. Segundo o Art. 3º deste
documento o perfil desejado para o formando em design deve ser:
"O curso de
graduação deve ensejar, como perfil desejado do formando, capacitação para a
apropriação do pensamento reflexivo e da sensibilidade artística, para que o
designer seja apto a produzir projetos que envolvam sistemas de informações
visuais, artísticas, estéticas culturais e tecnológicas, observando o
ajustamento histórico, os traços culturais e de desenvolvimento das
comunidades, bem como as características dos usuários e de seus contexto
sócio-econômico e cultural."
De acordo com o Art. 4º da mesma Resolução as
seguintes competências e habilidades devem ser desenvolvidas nos estudantes
de design dentro das instituições de ensino:
“O graduado
em design deve revelar pelo menos as seguintes competências e habilidades:
I -
capacidade criativa para propor soluções inovadoras, utilizando o domínio de
técnicas e de processos de criação;
II -
capacidade para o domínio de linguagem própria expressando conceitos e
soluções em seus projetos, de acordo com as diversas técnicas de expressão e
reprodução visual;
III -
capacidade de interagir com especialistas de outras áreas de modo a utilizar
conhecimentos diversos e atuar em equipes interdisciplinares na elaboração e
execução de pesquisas e projetos;
IV - visão
sistêmica de projeto, manifestando capacidade de conceituá-lo a partir da
combinação adequada de diversos componentes materiais e imateriais,
processos de fabricação, aspectos econômicos, psicológicos e sociológicos do
produto;
V - domínio
das diferentes etapas do desenvolvimento de um projeto, a saber: definição
de objetivos, técnicas de coleta e de tratamento de dados, geração e
avaliação de alternativas, configuração de solução e comunicação de
resultados;
VI -
conhecimento do setor produtivo de sua especialização, revelando sólida
visão setorial, relacionada ao mercado, materiais, processos produtivos e
tecnologias, abrangendo mobiliário, confecção, calçados, jóias, cerâmicas,
embalagens, artefatos de qualquer natureza, traços culturais da sociedade,
softwares e outras manifestações regionais;
VII - domínio
de gerência de produção, incluindo qualidade, produtividade, arranjo físico
de fábrica, estoques, custos e investimentos, além da administração de
recursos humanos para a produção;
VIII - visão
histórica e prospectiva, centrada nos aspectos sócio-econômicos e culturais,
revelando consciência das implicações econômicas, sociais, antropológicas,
ambientais, estéticas e éticas de sua atividade.”
As exigências curriculares para as instituições
de ensino estão explicitadas no mesmo ato normativo, no Art. 5º:
“O curso de
graduação em design deverá contemplar, em seus projetos pedagógicos e em sua
organização curricular, conteúdos que atendam aos seguintes eixos
interligados de formação:
I - conteúdos
básicos: estudo da história e das teorias do design em seus contextos
sociológicos, antropológicos, psicológicos e artísticos, abrangendo métodos
e técnicas de projetos, meios de representação, comunicação e informação,
estudos das relações usuário/objeto/meio ambiente, estudos de materiais,
processos, gestão e outras relações com a produção e o mercado;
II -
conteúdos específicos: estudos que envolvam produções artísticas, produção
industrial, comunicação visual, interface, modas, vestuários, interiores,
paisagismos, design e outras produções artísticas que revelem adequada
utilização de espaços e correspondam a níveis de satisfação pessoal;
III -
conteúdos teórico-práticos: domínios que integram a abordagem teórica e a
prática profissional, além de peculiares desempenhos no estágio curricular
supervisionado, inclusive com a execução de atividades complementares
específicas, compatíveis com o perfil desejado do formando.”
O texto original desta Resolução pode ser
encontrado no Portal do MEC através do endereço: http://portal.mec.gov.br/cne/index.php?option=com_content&task=view&id=77&Itemid=227
Portanto, segundo a legislação vigente, os
cursos de nível superior em design deveriam ser preparados para desenvolver
no aluno uma visão holística e capacitá-lo a criar produtos e oferecer
serviços completos. Como sempre, nossa legislação está em plena concordância
com as necessidades do mercado, mas infelizmente os recém-graduados não
conseguem desenvolver ou cumprir todas essas habilidades profissionais com a
devida seriedade. Fica o alerta para todos que desejam ingressar nessa área,
o MEC não determina especificamente o que aprender/ensinar em cada ramo do
design. Daí a grande liberdade das instituições ensinarem o que é de seu
interesse ou especialidade de seu corpo docente.
Portanto mesmo que se matricule em uma
instituição reconhecida pelo MEC, que obedece a essas diretrizes, e mesmo
que a legislação exija das instituições avaliadas e reconhecidas um patamar
mínimo de qualidade de ensino, generalizado e não especializado, a
responsabilidade pela sua formação é, e sempre será, sua (não é do governo e
não é da escola). Nenhuma instituição, por mais equipada em termos de
pessoal, infra-estrutura e recursos financeiros; e nenhum professor, por
mais conceituado e esclarecido que seja, conseguirá transferir para o aluno
desinteressado o que ele precisa saber para se virar no mercado. Por
incrível que pareça há casos de alunos que se formam sem ter comparecido às
aulas, ou colam grau sem ter sequer lido um único livro ao longo de seus
anos de faculdade. Como espera um aluno sem cultura conseguir produzir um
produto de elevado conceito cultural como são os produtos de design?
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Estudando arte a distância
Estudar a distância é uma experiência muito estimulante e
reveladora. Este método de ensino é uma forma antiga e eficiente de aprender
sem ter que ir à escola. Desde os tempos dos primeiros impressos, com a
invenção da imprensa por Gutenberg (por volta de 1450), estudar a distância
tem sido possível. Com as novas tecnologias de informação e comunicação, em
especial a Internet, o ensino à distância tem evoluído ainda mais.
EAD é a sigla para Educação A Distância. E Educação a
distância é todo método de ensino que transmite conhecimento sem que o
professor e o aluno estejam próximos: no mesmo local físico e horário. Por
isso é diferente do ensino tradicional que chamamos de ensino presencial.
A Internet é uma das mais eficientes tecnologias usadas
hoje para EAD. Estudar on-line faz de você uma pessoa independente
(autônoma) e livre para fazer seu curso: no local que quiser, no horário que
achar mais conveniente e na velocidade que você desejar. Com o uso da
Internet esta forma de estudar vem crescendo aceleradamente, e muitas
pessoas têm se interessado em aprender usando sistemas de EAD, também
conhecidos como e-learning ou AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem).
No Brasil o MEC, Ministério de Educação e Cultura, órgão
máximo responsável por regulamentar a educação no país, tem ampliado cada
vez mais a oficialização deste método de ensino. Universidades, Faculdades e
Institutos já conseguem oficializar seus cursos e emitir diplomas
reconhecidos pelo MEC em cursos de EAD, tanto em nível de graduação superior
como de pós-graduação lato sensu. Em breve, empresas privadas
voltadas para educação também terão suas iniciativas de EAD reconhecidas.
Infelizmente há uma confusão de que na EAD a aprendizagem
ocorre a qualquer tempo. Na realidade ela se realizará no tempo próprio do
aluno, porém exigindo dele o planejamento necessário, o acesso constante ao
conteúdo do site que oferece o curso e o esforço para praticar os exercícios
e acompanhar os materiais didáticos disponíveis. “Percebemos que muitos
alunos que fazem cursos na modalidade de EAD, não planejam corretamente o
seu tempo, acabam se desanimando, perdem o interesse pelo curso e desistem
facilmente sem conseguir atingir seus objetivos” – dizem os sócios da
empresa Pires & Jacó.
Há ainda um forte preconceito quanto a cursos feitos a
distância, sobre o famoso jargão “curso por correspondência”, que significa
implicitamente: “curso fraco”. Infelizmente esta maneira de pensar a
modalidade de ensino da EAD traz em si um enorme ranço de preconceito e
falhas técnicas de iniciativas anteriores. Porém, esse panorama tem mudado e
grandes instituições estão oferecendo cursos cada vez melhores nesse
ambiente de ensino. O que contribui ainda mais para romper barreiras e
melhorar os índices culturais do país.
A arte é um dos assuntos
que se pode aprender a distância
Acrescido ao preconceito
sobre os cursos feitos a distância, no universo artístico, impera também uma
mentalidade errônea de que para aprender a fazer arte é preciso estar junto
com o professor, ou acompanhar de perto o que os colegas fazem para aprender
com eles. Bem, tudo isso é possível dados os avanços das tecnologias atuais.
É possível assistir uma demonstração de desenho do professor através de
vídeo com transmissão via streaming, ou mesmo através de uma webcam, por
isso o “estar perto do professor” pode ser facilmente conseguido, com
atividades síncronas (em que os agentes: professor e aluno se encontram em
tempo presente, no mesmo momento). E o “acompanhar os trabalhos dos colegas
para aprender com eles” também pode ser conseguido através da publicação dos
trabalhos dos alunos na própria Internet, ou através de discussões em
fóruns, encontros em chats, etc.. Por isso não há mais justificativas para
não aprender arte com EAD devido aos grandes avanços que mudanças de
comportamento que estamos vivenciando hoje.
Ainda, embora não seja
comum encontrar projetos de ensino de artes à distância no Brasil. As
iniciativas do exterior, especialmente nos EUA (Califórnia) comprovam a
eficiência dessa modalidade de ensino para aprendizado de artes. Com base
nesses estudos a empresa Pires & Jacó construiu um projeto próprio para
atender a uma demanda nacional nesse setor.
Ao analisar a carência
de projetos de ensino de artes na Internet, no que se refere ao aprendizado
de técnicas e conhecimentos artísticos, seja para diversão ou para
aprimoramento profissional, é lançado em Março de 2008 o primeiro projeto
educacional da Pires & Jacó, o: www.desenhotudo.com. Este site oferece
cursos de desenho on-line com aplicação de técnicas de tutoria e atendimento
ao aluno, através de suas ferramentas interativas, e procura formar uma
comunidade de aprendizado interessada em artes visuais, oferecendo amplo
material didático em cada um de seus cursos.
A equipe do
www.desenhotudo.com afirma que existem dificuldades do aluno (estudante a
distância) em se manter estudando on-line, talvez por ser fácil entrar
também seja fácil deixar o curso e abandonar os estudos. Por isso, nesse
ambiente de estudos, o fator motivacional e importante ser considerado. Para
diminuir a evasão e atender melhor a todos foi criado um conjunto de meios
de interação e objetos de aprendizagem para ajudar a organizar o tempo e
manter o envolvimento dos estudantes. “O projeto pedagógico oferece uma
série de recursos no site para auxiliar e acompanhar cada passo do aluno.
Existem várias formas de esclarecer suas dúvidas e obter atendimento
conosco. Através do site o aluno também terá condições de fazer grandes
amizades e se relacionar com pessoas que compartilham os mesmos interesses
sobre o aprendizado de artes. Assim o aluno nunca estará sozinho e poderá
ter acompanhamento constante. O www.desenhotudo.com é um sistema completo de
EAD, um verdadeiro Ambiente Virtual de Aprendizagem, dedicado ao ensino de
artes em técnicas tradicionais (desenho, pintura, etc.) e digitais
(animação, design, pintura digital, etc.). O aluno faz os cursos que
desejar, no tempo que desejar, bastando para isso cumprir com suas
obrigações financeiras conosco e assumir consigo mesmo o compromisso de não
desanimar e praticar os exercícios oferecidos em cada aula”.
Ao estudar pela Internet você se beneficia do conhecimento
adquirido em cursos feitos sem sair de casa. Com isso tem condições de
aprender como achar melhor e todo o sucesso do seu trabalho se deve única e
exclusivamente ao seu compromisso com os estudos, à sua maneira, no seu
próprio tempo e espaço.
Currículo acadêmico
Nome: Cristina Jacó
Nascida em 05/10/1976
Origem: Goiânia-GO Brazil
1988 - 1994
Cursos livres de artes: desenho e pintura em técnicas
tradicionais.
UCG (1995 - 1996)
Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo, (incompleto).
UFG (1997 - 2000)
Bacharel em Artes Visuais, com habilitação em Design Gráfico.
SENAC-GO (2001 - 2002)
Certificação em Webdesign, nos softwares de editoração
eletrônica oferecidos pela antiga Macromedia, atual Adobe.
FGV (2003 - 2004)
MBA em Gestão Empresarial, com ênfase em Marketing de
Serviços.
UNISUL (2007 - 2008)
Especialização Latu Senso em MEAD (Metodologia da Educação A
Distância e Docência Superior), com monografia abordando: "O ensino de Artes
Visuais à distância com o uso de Tecnologias de Informação e comunicação".
Preparando: Projeto de pesquisa para Mestrado.
Diretora de arte e sócia da empresa Pires & Jacó. Responsável pelos
projetos:
Site institucional da empresa –
www.piresejaco.com.br
Projeto educacional para ensino de artes –
www.desenhotudo.com
Projeto educacional para ensino de TI. –
www.espacotech.com (em desenvolvimento)
Desenvolvendo pesquisas pessoais no setor de ilustração e
“conceptual art” (construindo portfólio nessa área)
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